A Confederação Nacional do Transporte (CNT) fez um estudo inédito, a Análise de Grandes Riscos do Setor de Transporte, da série Transporte & Desenvolvimento, para identificar grandes riscos para o setor e orientar o mercado e o poder público para que antecipem e se adequem às suas eventuais consequências.
O estudo identificou e analisou 29 grandes riscos que podem impactar o setor de transporte e logística no país, divididos em seis categorias: ambiental, ambiente de negócios, econômica, geopolítica, social e tecnológica. Para tanto, a Confederação consultou representantes do setor, que avaliaram a probabilidade de ocorrência dos eventos e o possível impacto das suas consequências. A partir disso, foram definidos os níveis de risco.
Predominaram, nos maiores níveis de ameaça, segundo os representantes consultados, os riscos nas categorias relacionadas ao ambiente de negócios, sociais e econômicas. Destaca-se, porém, que todos os riscos identificados no estudo teriam um impacto significativo caso ocorressem, pois em todos eles as somas dos percentuais de avaliações de níveis de risco “Extremo” e “Alto” foram superiores a 50%.
Ranking dos 10 principais riscos:
1º – Categoria Ambiente de negócios – Alterações ou insuficiências nas políticas legais, normativas, tarifárias, fiscais e/ou tributárias
2º – Categoria Social – Crime organizado nacional e/ou transnacional
3º – Categoria Social – Escassez de mão de obra qualificada
4º – Categoria Ambiental – Eventos climáticos extremos
5º – Categoria Ambiente de negócios – Excesso de entraves burocráticos, jurídicos, administrativos e/ou técnicos
6º – Categoria Econômica – Instabilidade econômica global, regional ou nacional
7º – Categoria Econômica – Dificuldades ou insuficiências no acesso a fontes de investimento e/ou de acesso ao crédito
8º – Categoria Social – Pandemias
9º – Categoria Tecnológica – Crime e/ou conflito cibernético
10º – Categoria Econômico – Aumento de custos em decorrência de ações ambientais
Ressalta-se, na percepção dos representantes do setor, um maior potencial de impacto decorrente de alterações em leis e normas, com eventuais sobrecargas em termos de tarifas e tributos. Tem-se, assim, uma falta de previsibilidade no planejamento e uma quebra de expectativa em relação ao retorno dos investimentos.
O roubo de cargas, por sua vez, tem tomado proporções cada vez maiores e agravado o problema no setor, com ataques cada vez mais ousados do crime organizado. O roubo de cargas tem afetado não só o segmento rodoviário de cargas, como também os modos ferroviário e aquaviário — neste, tanto na navegação interior quanto na marítima.
A escassez de mão de obra qualificada, com as competências técnicas e operacionais necessárias às demandas do setor, é um risco que já se manifesta em diversos segmentos.
Os riscos ambientais vêm impactando de forma crescente os negócios no transporte, com a ocorrência, por exemplo, de eventos climáticos extremos e desastres naturais. Eles podem afetar de forma particular as infra estruturas e sistemas, a exemplo do aumento do nível do mar em áreas portuárias e dos desabamentos de terra, altas temperaturas e queimadas, provocando estragos nas infraestruturas rodoviária e ferroviária.
Por fim, foram compiladas, no estudo, diretrizes e orientações de melhoria para a gestão dos riscos, a exemplo das seguintes:
– Ampliação da abordagem dos instrumentos de planejamento existentes para todas as categorias de riscos, e não apenas para infraestruturas e demais ativos físicos.
– Criação de estrutura permanente para o monitoramento de riscos relacionados ao setor de transporte e logística.
– Desenvolvimento de carreiras e capacitação de pessoal na administração pública para atuar no gerenciamento de riscos.
– Construção e adequação de infraestruturas e sistemas mais resistentes e resilientes.
Como a Squadra pode auxiliar a melhorar a gestão de riscos no setor de transportes:
Em linhas gerais, é preciso desenvolver no país uma cultura de gestão de grandes riscos, com estruturas permanentes de identificação e monitoramento das potenciais ameaças. Deve-se, assim, aumentar o estado de preparação do setor de transporte e do poder público, que devem atuar de forma coordenada para mitigar os fatores que causam os riscos, ao mesmo tempo que se adequam aos seus impactos. É o contrário, portanto, de agir de forma apenas reativa, depois de o risco já instalado.
Toda a gestão de riscos começa com o planejamento de iniciativas e projetos que são capazes de priorizar os principais potenciais problemas e minimizar o seu impacto. Porém, antes de tudo, é fundamental entender como a empresa opera e o mercado no qual atua para afastar efeitos negativos.
A Squadra Gestão de Riscos desenvolve um projeto personalizado que atende as demandas da sua empresa e reforça as medidas de mitigação contra grandes riscos enfrentados por empresas da área de transporte.